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terça-feira, 6 de setembro de 2011

Hackers instalam sistema operacional Linux no iPad


Um grupo hacker "desbloqueou" o iPad e instalou uma versão do sistema operacional Linux no lugar do iOS.Os integrantes Ricky Taylor e Patrick Wildt, do projeto iDroid, desbloquearam o tablet da Apple e divulgaram algumas fotos no microblog. 

Além do iPad, o grupo também instalou o sistema Linux em iPods Touch e iPhones.O desenvolvedor Patrick Wildt, dono do perfil @BluerisEN no Twitter, divulgou no microblog que somente a primeira geração do iPad roda o Linux.Com certeza, é um passo importante para os desenvolvedores,  por causa da dificuldade de fazer root em aparelhos com o chip A4, da Apple – de acordo com o site iJailbreak, originalmente era bastante complicado conseguir root em qualquer produto lançado após o iPhone 3G.O iDroid publicará em breve mais detalhes sobre o hack. No momento, Wildt e seus colegas trabalham para rodar o Linux no iPad 2, algo mais complicado (como esperado). Ainda assim, será interessante ver o que outros desenvolvedores conseguirão fazer a partir desse novo hack.O grupo não informou se o sistema poderá ser baixado e distribuído publicamente.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Pentágono quer financiar hackers


Departamento de Defesa dos Estados Unidos está preocupado com a ciberguerra. Um hacker que hoje trabalha para o Departamento da Defesa lamentou a demora do governo norte-americano para mudar, ao lançar na quinta-feira um novo programa que permitirá que o Pentágono financie hackers com mais rapidez para que desenvolvam respostas aos sérios desafios de segurança que os Estados Unidos enfrentam.
Peiter Zatko, conhecido como Mudge em seus tempos de hacker e hoje funcionário da Agência de Pesquisa de Projetos Avançados de Defesa (Darpa), disse que aceitou trabalhar para a divisão de pesquisa do Pentágono para criar pontes entre as necessidades de segurança cibernética do governo e hackers que trabalham em projetos inovadores.
Mas em lugar disso encontrou uma burocracia muito lerda, do lado governamental, que causa séria frustração aos hackers que tentam decifrar a incompreensível pilhas de formulários a serem preenchidos, em um processo que demorou meses no caso dele.
Assim, na mais recente tentativa de atrair pessoal experiente em segurança cibernética para os quadros do governo, a Darpa lançou o programa “Cyber Fast Track”, que tem por objetivo eliminar os obstáculos burocráticos para os hackers que desejem fundos para projetos que ajudarão o Departamento de Defesa dos EUA a proteger suas redes de computadores.
Criar mudança em uma burocracia governamental é “insanamente difícil” porque os governos estão acostumados a operar de certa maneira, disse Zatko.
Ele decidiu que era hora de começar a financiar o trabalho de hackers e de pequenas companhias de segurança na computação, e “tornar efetivamente fácil para eles concorrer por verbas de pesquisa do governo diante dos grandes fornecedores acostumados a atendê-lo”.
Uma das questões cruciais para os hackers que se envolvem em projetos para o governo, a da propriedade intelectual comercial sobre seus projetos, foi resolvida em favor deles, e deterão o controle comercial sobre suas criações mesmo que as forneçam ao Departamento da Defesa.
Zatko disse a uma audiência de especialistas em segurança e tecnologia, na conferência Black Hat em Las Vegas, que de 20 a 100 projetos desse tipo serão bancados a cada ano, e que o prazo para obter um contrato será reduzido a duas semanas, muito rápido pelos padrões do Pentágono.
Ele não disse quanto dinheiro seria investido nos projetos, e um porta-voz da Darpa não respondeu de imediato a pergunta enviada por email sobre o assunto.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Hackers atacam alvos militares no mundo todo

O Pentágono, responsável pelo Departamento de Defesa dos EUA, alertou que ataques virtuais já roubaram mais de 24 mil documentos sigilosos de prestadores de serviços de órgãos militares no mundo todo. E conforme noticiado pela F-Secure, os ataques continuam ocorrendo.
Empresas como Lockheed Martin, Northrop Grumann e muitas outras sofreram com um golpe que aproveita uma vulnerabilidade em arquivos PDF. Ao receber um arquivo contendo informações sigilosas sobre uma conferência sobre mísseis e foguetes, o aplicativo Adobe Acrobat Reader permite a execução de um código, que por sua vez aciona o arquivo malicioso lsmm.exe.
Feito isso, o responsável pelo ataque recebe um aviso indicando que o golpe funcionou e que foi aberta uma “backdoor” (ou “porta dos fundos”), para que ele possa roubar os arquivos ou manipular o computador infectado. Os responsáveis pelos ataques ainda não foram identificados, mas sabe-se que os alvos são sempre órgãos do governo, órgãos militares e/ou empresas terceirizadas contratadas para prestar serviços.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Hackers ganham salário que supera 10.000,00 reais

Antes de completar 14 anos, Rodrigo ganhou seu primeiro “salário”: internet de graça. Morador de Bauru, a 343 km de São Paulo, o jovem descobriu uma falha de segurança em um provedor da cidade que permitia acessar a web sem pagar. Ele comunicou o erro à empresa, que, em compensação, não o cobrou mais pela internet.- Eles só me pediam para, de tempos em tempos, testar o serviço deles e ver se tinha problemas.


Hacker desde a adolescência, Rodrigo Branco tem hoje 27 anos e trabalha como diretor de Pesquisas de Vulnerabilidades e Malware da empresa Qualys, multinacional especializada em segurança da informação.
O principal trabalho desses hackers é pesquisar novas tecnologias para desenvolver sistemas de segurança. É com o trabalho deles que as empresas de todo o mundo, grandes ou pequenas, protegem seus sites, servidores e softwares dos vírus e dos ataques de outros hackers – os chamados crackers, que são pessoas que atuam de forma ilegal ou sem ética, invadindo sistemas.Cada empresa tem sua especialidade, como, por exemplo, desenvolvimento de softwares que buscam falhas de segurança, testes de programas para conhecer as vulnerabilidades e simulações de ataque.E essa é uma pequena parte do campo de trabalho dos hackers, como explica Filipe Balestra, de 27 anos, gerente do Laboratório de Pesquisa de Segurança da Cipher.- Uma empresa pode nos contratar para testar programas já prontos para conhecer as vulnerabilidades. Ou então nos contratam antes de desenvolver o programa, para criar produtos seguros desde o começo.Hacker é um nome, inclusive, que Balestra prefere não utilizar.- O termo hacker gera confusão. É profissional de sistema de informação.E o salário nem é o melhor Rodrigo Branco fez faculdade de sistemas de informação na Faculdade G&P, depois concluiu uma pós-graduação em segurança da informação e mestrado em engenharia da computação, ambos pelo ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica). A formação, no entanto, não é um pré-requisito fundamental para trabalhar na área, diz ele. O que as empresas buscam são profissionais com conhecimento.- A formação não é pré-requisito. O pré-requisito [para contratar] é o conhecimento da equipe. Tem também o espírito de ser inquieto, de estar buscando conhecimento. E tem que compartilhar, divulgar as informações que descobre. [Para a minha equipe, contratei] pesquisadores, hackers que faziam pesquisas na internet e divulgavam o que eles descobriam.


A equipe de Rodrigo tem cinco pessoas, que vão desde tecnólogo - formado há apenas dois anos - a estudante de doutorado. A idade média do time é 25 anos. Rodrigo diz que um analista júnior pode ganhar R$ 3.000 ou até R$ 4.000.
- Ser um analista sênior depende mais do conhecimento acumulado do que da idade. Aos 30 anos você já pode ganhar R$ 12 mil. Ou até mais, dependendo da área.Retrato confirmado por Balestra.- Já contratei pessoas com conhecimento, e já contratei profissional mais “júnior”, pra ir aprendendo. Daí você encaixa em projetos mais simples.Balestra conta que os profissionais podem começar a carreira já com salários de R$ 6.000.Para Branco, no entanto, a maior gratificação não é o salário, mas, sim, os benefícios e as condições de trabalho. Eles trabalham de casa, têm horários totalmente flexíveis e viajam muito.- O mais natural nessa área é ir às conferências mundiais. E isso é ainda mais interessante para um jovem.Tanto que, na última semana de junho, Rodrigo foi passear alguns dias “pela floresta amazônica”.- Eu simplesmente fui passear e fiquei trabalhando de lá. O hotel tinha conexão com a internet, embora não fosse muito boa. Eu levei os notebooks e trabalhava à noite, basicamente. Durante o dia eu fazia os passeios que tinha pra fazer.

domingo, 10 de julho de 2011

Ministro Aloizio Mercadante quer Hackers no Ministério

Depois de uma onda de ataques a sites do governo, o ministro da Ciência e tecnologia, Aloizio Mercadante, afirmou ontem que pretende convidar grupos de hackers para trabalhar nos portais do ministério.
“Hackers são Jovens criativos e talentosos que eu quero inclusive incorporar no meu ministério.Quero convidá-los para um ‘Hackers Day’ “, afirmou o ministro. ele disse que está desenvolvendo um projeto para dar transparência total no ministério.
“Quero chamar os hackers para ajudarem a construir os indicadores e as formas de transparência. É para abrir as informações.
Quero que seja uma referência.”
De acordo com Mercadante, os ataques feitos a sites do governo são obra de crackers, termo usado para descrever vândalos virtuais. “Este é um problema que todos os países vivem hoje. Eu não chamaria hackers, chamaria crackers”, afirmou.
Entre a última quarta feira e anteontem, diversos sites ligados ao governo sofreram
ataques. Foi constatado roubo de dados confidenciais em páginas como do Ministério do Meio Ambiente e das Prefeituras de Belém e Maceió, do Governo Federal e do Senado. O governo resolveu tirar o site do Ministério do Esporte do ar após paginas de acesso exclusio serem publicadas depois de intervenções de hackers. Muitas páginas chegaram a ser tiradas do ar pelos invasores, entre elas a da Presidência da República. Ontem, os sites tinham voltado ao normal.
Ontem peritos da Polícia Federal se reuniram para preparar as investigações das invasões hackers em sites do governo. A ação será realizada por técnicos do Instituto Nacional de Criminalística da PF que irão apurar a gravidade dos ataques.